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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Em casa de ferreiro... espeto de pau

O ministério das Finanças não enviou para a atos dados dos seus próprios funcionários.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 21 de Abril de 2016 às 00:29
Foram já mais de 1,8 milhões os portugueses que entregaram a sua declaração de IRS via internet. A campanha de 2016 começou mal. O pré-preenchimento dos valores ficou muito aquém do desejado. Só o rendimento, as retenções na fonte e os descontos para a Segurança Social se encontram efetivamente lançados na folha dos contribuintes. O resto tem de ser conferido/ /inserido pelos sujeitos passivos, que se perdem em anexos pouco amigáveis.

Não adianta dizer que nada se passa. O próprio Ministério das Finanças tem sido confrontado com uma realidade absolutamente incrível: os trabalhadores daquele ministério não conseguem selecionar a opção de "pré-preenchimento" das suas declarações porque a secretaria-geral ainda não comunicou, nem entregou, aqueles valores à Autoridade Tributária (AT). Perante estes constrangimentos, os funcionários não têm outro remédio que não seja preencher à mão a declaração eletrónica, fazendo as respetivas correções nos valores que estão errados

Esta não é a primeira vez que os funcionários do Ministério das Finanças têm dificuldades em preencher a sua própria declaração de rendimentos. No ano passado, ocorreu o mesmo problema, com a secretaria-geral a atrasar-se no envio dos ficheiros para a AT.

Todos pensavam que o problema seria corrigido este ano, mas, chegada a altura da entrega do imposto, os serviços voltaram a não conseguir mandar as informações a tempo e horas.

Tertúlia da ciência na Versalhes com café e bolos à custa do povo
Asecretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, promoveu na passada sexta-feira uma tertúlia sobre ciência. Como o evento coincidia com a hora do lanche (17h), a Secretaria de Estado reservou o piso superior da pastelaria Versalhes, em Lisboa, durante toda a tarde.

Foi também contratado um serviço de catering para os convidados. O problema é que, em tempo de vacas magras, é melhor utilizar o que se tem; quer o Palácio das Laranjeiras, quer o Teatro Thalia (tutelado a meias pela Ciência e Educação) estão disponíveis a custo zero.


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