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Miguel Alexandre Ganhão

Erro dos notários embaraça D. Duarte

Um funcionário copiou, à mão, o valor da casa de Sintra antes de o inserir no sistema informático e enganou-se nos zeros.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 30 de Outubro de 2014 às 00:30

Caiu que nem uma bomba. Uma revista cor-de-rosa noticiava que a casa de Sintra de D. Duarte Pio, avaliada em dois milhões de euros, estava penhorada ao Banco Espírito Santo (BES) para pagar uma dívida de 25 milhões de euros...

Os monárquicos portugueses estremeceram de aflição, o herdeiro do trono luso tinha sido apanhado no escândalo da família Espírito Santo! Mas o cor-de-rosa rapidamente se transformou em cinzento.

Com efeito, existiu um lapso na transcrição da escritura do empréstimo contraído por D. Duarte para compra do imóvel e da respetiva hipoteca. O engano foi prontamente reconhecido pelo Instituto dos Registos e Notariado (IRN). Numa carta enviada a D. Duarte, a conservadora da 2ª Conservatória do Registo Predial de Sintra explicou a razão do erro, e desfez-se em desculpas sobre as consequências do desastre.

A conservadora tem ainda a humildade de reconhecer que só se apercebeu do erro do registo depois de o Duque de Bragança ter sido enxovalhado na praça pública.

Vamos aos factos: nos idos de 80, D. Duarte Pio contraiu efetivamente um empréstimo bancário para comprar a casa. Também é verdade que esse crédito foi feito no BES. Mas o problema é que, no dia 1 de janeiro de 1999, data em que entrou em vigor o euro, o notário de serviço confundiu os zeros... o que eram 250 mil contos transformaram-se em 25 milhões! "Na verdade, ocorreu um lamentável lapso na extração desse registo, da ficha de papel para o sistema informático, quanto à moeda referente ao valor do empréstimo... onde consta euros, deveria constar escudos", penitencia-se a conservadora na sua carta.

Liderança do BPI descansa no Vidago dos 114 milhões de prejuízo

Na sexta-feira, o BPI divulgou os resultados do terceiro trimestre: 114 milhões de prejuízo... Antes da divulgação pública destes números, o conselho de administração, liderado por Fernando Ulrich, reuniu-se no luxuoso Hotel Vidago Palace para descansar de nove meses de trabalho árduo. Muitos dos 22 elementos que constituem a liderança do banco prolongaram pelo fim de semana a estadia em Vidago. O tempo não está para stress, que o diga o Banco Central Europeu, que deu ao BPI a segunda melhor nota dos bancos da Península Ibérica.

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