Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

IMI do campo ainda bate IMI do sol

Em Benavente existem casas de nomes sonantes, casos do ex-ministro Paulo Macedo e Ronaldo.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 25 de Agosto de 2016 às 01:45
Enquanto o governo se prepara para aumentar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) das casas mais expostas à luz solar, existem autarquias que, com a alteração dos Planos Diretores Municipais (PDM), requalificam terrenos urbanos como rurais, com o consequente impacto negativo no pagamento do respetivo imposto.

O azar de uns é a sorte de outros. Refiro-me ao que está a acontecer em Benavente, mais concretamente na Vila Nova Sto. Estêvão, Mata do Duque I e II, Herdade do Zambujeiro e Loteamento da Vargem Fresca/Portucale.

Um relatório do serviço de Finanças de Benavente, datado de outubro de 2015, considera todos os terrenos dos empreendimentos turísticos daquelas zonas como urbanos para efeitos de avaliação fiscal. O problema é que a autarquia, na revisão do seu PDM, quer passá-los a terrenos rurais...

Ora naqueles terrenos existem casas cujos proprietários são nomes sonantes, como a nova habitação de Ronaldo na Mata do Duque II, que tem como arquiteto Souto Moura: o secretário (suplemente) da Assembleia Geral do Benfica, Ricardo Fortuny Martorell (ligado à família que foi acionista do GES), vários empresários e o ex-ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Têm também sede naqueles terrenos empresas imobiliárias que negoceiam em casas de luxo. Os proprietários não têm culpa, mas a autarquia tem que explicar muito bem qual o seu objetivo final.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)