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Miguel Alexandre Ganhão

Os esqueletos da EMEL

Alguns técnicos, na brincadeira, já falam numa verdadeira "vala comum".

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 31 de Outubro de 2016 às 01:45
Todos sabemos que a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) é uma das marcas mais detestadas dos lisboetas e não só. São consequências inevitáveis de quem tem como função controlar e multar os utilizadores dos espaços de estacionamento da capital.

Mas agora, até os esqueletos do passado se ergueram para protestar contra a EMEL. Falamos, concretamente, das inúmeras ossadas já descobertas junto às obras do novo elevador que vai ligar as Escadinhas das Portas do Mar (junto ao Campo das Cebolas) e a Sé de Lisboa.

Os variados esqueletos, que parecem datados do século XIV, surgem a cada pazada de terra que se retira. Até agora estão recenseados mais de 70. A primeira fase destas obras, que estavam orçamentadas em 236 mil euros, e que deveriam estar concluídas no verão de 2017, vai sofrer agora naturais atrasos. As picaretas deram lugar aos pincéis e às colheres próprias dos especialistas em arqueologia.

Alguns técnicos, na brincadeira, já falam numa verdadeira "vala comum", que se transformou numa maldição lançada pelos antigos bispos da Sé de Lisboa contra o projeto do elevador, do arquiteto João Favila Menezes.

Outros dizem que o azar começou quando se definiu a capacidade de transporte daquela nova infraestrutura. Ninguém com o mínimo de bom senso e com algum respeito pelos antepassados colocaria o elevador com uma capacidade máxima para... 13 pessoas.
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