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Miguel Alexandre Ganhão

Os amigos serviram para as ocasiões

O PSD e o CDS-PP somavam, em 2009, um total de 186 contas bancárias abertas e com saldo no Banco Espírito Santo.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 21 de Maio de 2015 às 00:30

Caído em desgraça, com a ajuda da coligação PSD/CDS-PP, Ricardo Salgado deve recordar com alguma amargura o tempo em que mereceu o título de ‘Dono Disto Tudo’. Esta semana, um acórdão do Tribunal Constitucional veio, de novo, mexer na ferida. Estamos a falar no relatório que julgou as contas apresentadas pelos partidos políticos relativas ao exercício de 2009, e que foi publicado no Diário da República.

Nele está retratado à evidência a promiscuidade que existia entre o poder político e o Banco Espírito Santo (BES).

No caso do CDS-PP, já então liderado por Paulo Portas, a exposição ao BES era de 169 contas de depósito e à ordem, das quais 116 tinham um saldo total superior a 35 mil euros. Estas contas, segundo o Tribunal Constitucional, não estavam registadas nas contas do partido.

Em sua defesa, o partido de Portas diz que as 116 contas eram "contas bancárias municipais abertas exclusivamente no âmbito da campanha autárquica de 2009", as restantes 53 estavam "totalmente refletidas" nas contas do CDS-PP.

Quanto ao PSD, que ao tempo era liderado por Manuela Ferreira Leite, tinha no BES um total de 17 contas com saldo (embora o Tribunal não diga de quanto). Além destes depósitos, o partido laranja tinha mais 93 mil euros numa conta do Banco Português de Negócios (BPN) em Aveiro. Também o CDS tinha duas contas no BPN com saldos de 1500 euros e 500 euros.

Os tempos eram outros e as necessidades também, mas a preferência pelo banco de Salgado era evidente.

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