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Miguel Alexandre Ganhão

Os cofres cheios

A política dos "cofres cheios" de Maria Luís Albuquerque.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 28 de Março de 2015 às 00:30
O racional da ministra das Finanças é o seguinte: conseguir excedentes primários que permitam alimentar depósitos, que servem de almofada para que Portugal escolha, sem constrangimentos, o tempo exato para emitir dívida a juros mais baratos.

Como princípio não é mau. Trocar dívida cara, por dívida mais barata, que será, progressivamente mais fácil de suportar e libertará meios financeiros para investir noutras prioridades.

O problema é que, para desgraça nossa, nos últimos anos têm aparecido sempre surpresas desagradáveis, que levam o dinheiro amealhado. Senão vejamos; Banco Português de Negócios, o "buraco" parou de ser contado quando chegou aos quatro mil milhões de euros.

Grupo Espírito Santo/BES, se ninguém pagar os 4,3 mil milhões pedidos pelo Novo Banco, lá se vai o défice de 4,5% em 2014.

E não adianta nada apregoar que já temos dinheiro para o ano todo, quando se deixam os predadores financeiros à solta e se olha para o outro lado enquanto a presa é lentamente despedaçada.
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