Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Plano eleitoral

O tempo de Bruxelas não coincide com o tempo político.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 18 de Abril de 2015 às 00:30

Criado em 1997 pela resolução do Conselho Europeu de Amesterdão, o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) foi um compromisso celebrado pelos vários Estados-membros, com o objetivo de assegurar situações próximas do equilíbrio orçamental ou mesmo excedentárias.

Esta iniciativa da Comissão mereceu a concordância de todos os países. Mas o tempo de Bruxelas não coincide com o tempo político dos Estados. E em ano eleitoral, a apresentação de um PEC é igual à apresentação de um Programa Eleitoral (PE).

É uma coincidência que joga contra as forças políticas que ocupam o poder, mesmo em anos de expansão económica, porque obriga a revelar prematuramente as intenções de quem quer continuar a governar.

Do lado da oposição, a vantagem é o conhecimento antecipado dos condicionalismos e prioridades do adversário político, com a possibilidade de poder moldar um programa em cima das debilidades do documento apresentado. Foi o que Costa fez a Passos. Habilmente, recusou qualquer compromisso a nível das pensões, cativando uma parte importante do eleitorado. 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)