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Miguel Alexandre Ganhão

Quem quer casar com o PSD?

O Partido Social Democrata está sem líder e, para já, sem pretendentes conhecidos.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 7 de Outubro de 2017 às 00:30
O Partido Social Democrata está sem líder e, para já, sem pretendentes conhecidos. Faz lembrar a história da carochinha que se põe à janela a cantar: "Quem quer casar com a carochinha que é rica e bonitinha?"

Problema... o PSD não é rico e, para já, perdeu a sua beleza. Os pretendentes desistem um por um. E os que restam ou já estiveram casados com a carochinha ou são demasiado exigentes e virtuosos para aceitarem a carochinha como esposa.

A fábula aplica-se a um partido que viu partir o seu líder virtuoso e tem dificuldades em encontrar um substituto à altura. Mas o mais grave é o facto de se estar a estender uma passadeira vermelha a quem, em boa verdade, em nada tem ajudado o partido.

A unanimidade é sempre má em democracia. Se existe uma vaga em aberto na liderança, os mais capazes têm que se chegar à frente e apresentar as suas propostas.

O ‘efeito surpresa’ tem que ter uma oportunidade para aparecer. Os partidos devem ser organizações de debate de opiniões contraditórias, não organismos de consagração absolutista.

O favorito tem que justificar o seu favoritismo, o rebelde tem que fundamentar o seu desafio.

E quem ganhar não se esqueça; "o João Ratão acabou cozido no caldeirão!"
Miguel Alexandre Ganhão opinião
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