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Miguel Alexandre Ganhão

Tragédia Varoufakis

Yanis Varoufakis foi o rosto de uma Grécia rebelde.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 29 de Abril de 2015 às 00:30

Yanis Varoufakis foi o rosto de uma Grécia rebelde. Inconformada com as exigências alemãs, despertou temores e esperanças em vários povos europeus, que viram no ministro das Finanças sem gravata e de mochila às costas um libertador do garrote financeiro do Eurogrupo.

Mas, como dizem os homens das forças de segurança, "nunca saques da pistola se não pretendes disparar". Ao susto da retórica agressiva, respondeu a União Europeia ao estilo de Maquiavel...

Ao funeral da troika, seguiu-se o nascimento das "instituições" independentes (FMI, BCE e Comissão Europeia), que encheram o ego grego e fecharam a armadilha europeia.

Depois do confronto, Varoufakis cedeu aos encantos de Narciso e deixou-se fotografar na casa da companheira a tocar piano e a comer peixe grelhado à sombra do Partenon.

O golpe fatal ocorreu no início do mês, quando 18 ministros das Finanças, muito irritados, disseram a uma só voz: "Estás a fazer-nos perder tempo!" Varoufakis riu-se e escreveu no Twitter: "Eles odeiam-me!"

Tinha razão. Foi afastado das negociações com os parceiros europeus e só lhe resta a demissão. 

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