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Miguel Azevedo

A história de um leãozinho

É verdade que ele já tem uma carreira muito sua mas Moreno será sempre (como de resto é inevitável)… filho de seu pai.

Miguel Azevedo 2 de Maio de 2015 às 00:30

Velosos... É verdade que ele já tem uma carreira muito sua (ainda no ano passado foi nomeado Melhor Produtor nos Grammys Latinos pelos discos ‘Gilbertos Sambas’ de Gilberto Gil e ‘Abraçaço – Multishow Ao Vivo’ de Caetano Veloso), mas Moreno será sempre (como de resto é inevitável)… filho de seu pai. A sua relação com a música começou inevitavelmente por causa de Caetano.

"Estas coisas são sempre hereditárias. O filho do sapateiro vai aprender melhor o ofício do que o filho do serralheiro", diz. Moreno cresceu a ouvir Caetano, privilegiado como poucos, aprendendo a gerir desde cedo a vida pública e privada, ouvindo em primeira mão canções que se tornaram obras-primas. E cresceu, curiosamente, a pensar que o tão icónico ‘Leãozinho’ tida sido escrito para si. "Foi uma desilusão quando descobri que essa canção tinha sido feita para o Dadi Carvalho, o contrabaixista do meu pai que era do signo leão", desabafa.

Música... Desde cedo, Moreno aprendeu também a conviver com a música portuguesa ("Os meus filhos adoram Dulce Pontes"), e recusa a ideia de que o Brasil não esteja aberto para receber a música que se faz por cá. "A questão é que no Brasil há muita oferta. Qualquer apresentadora de TV vira cantora. Mas se olharmos para a Banda do Mar, é um bom exemplo de união de coisas boas de Portugal e Brasil."

Regresso... Já não ouvia falar dele há mais de uma década. Poucos se lembrarão deste nome, Alexandre Garrett ou do projeto que ele liderou, ADN, mas o músico do Porto está de volta com novo disco, na verdade, um ‘best of’, que é acompanhado com temas novos de um projeto novo chamado ‘Pele’.

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