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Miguel Azevedo

Carolice de artista

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Miguel Azevedo 18 de Abril de 2015 às 00:30

Fazer grandes espetáculos em Portugal é por vezes uma carolice de artista (um feito para o currículo), sobretudo quando não existem mecenas ou grandes patrocínios envolvidos. Por outras palavras, chegar a um grande palco acaba por ser mais um ato de vaidade (merecida quase sempre) do que uma ‘jogada’ positiva de tesouraria. Muito raramente (ou nunca) um artista nacional consegue algum retorno financeiro de uma grande produção montada às suas custas. Quanto maior é o espaço, maior poderá ser o buraco. Essa é, de resto, uma das razões por que muito poucos artistas portugueses se aventuram a fazer, por exemplo, um MEO Arena, onde uma produção pode chegar aos 400 mil euros. Essa também é uma das razões pela qual os Expensive Soul só agora chegam aos coliseus. "O investimento é grande. São 80 a 90 mil euros e ainda nem sabemos se vamos ter retorno", confidenciava-me New Max.

Muuuuuu!... Depois dos touros, as… vacas. Conhecido pelo discurso antitouradas e festa brava, Morrissey decidiu agora defender as vacas de Coachella, quinta onde se realiza um dos maiores festivais do Mundo. "Para ter o maior rendimento de leite do país, uma vaca tem de ser persistentemente violada contra a sua vontade ou deve ser inseminada artificialmente a partir dos 13 meses, ou injetada com uma hormona de crescimento bovina", denuncia o ex-Smith. Já antes Michael Eavis, dono da quinta, teria dito: "As minhas vacas são muito felizes por cá." Se calhar, era por esta altura que se devia aproveitar para convidar Morrissey a ir até Vilar de Mouros, ver o que são vacas felizes. Pelo meio tocava qualquer coisa...

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