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Miguel Azevedo

Implicância e preconceito

Coragem... Só o preconceito em relação a muita da música que se faz em Portugal, a implicância e a discriminação de alguns em relação ao que é pop e não é, por exemplo, fado e derivados, a cisma e a hostilidade para com o que não é alternativo ou a intolerância e a austeridade em relação ao que não está consagrado é que não permitirá reconhecer Berg como um dos artistas do ano.

Miguel Azevedo 20 de Dezembro de 2014 às 00:30

E não o é apenas porque venceu a versão portuguesa do ‘Factor X’, mas principalmente porque aos 43 anos ele simboliza de forma descomplexada a real luta de um músico, pronto a arrumar a viola no saco e a começar do zero, disposto a entregar-se, entre principiantes, a um escrutínio público televisivo mesmo com 20 anos de carreira. É verdade que um programa de caça-talentos pode ter um efeito perverso e contraproducente (e em Portugal provavelmente terá), mas Berg simbolizou ao longo do ‘Factor X’ o eterno músico insatisfeito para com os pequenos poderes, os lobbys instalados e sobretudo as vacas sagradas que secam o mercado. Como dizia alguém, "a maior infelicidade para um artista é ter um adversário sem talento".

Grande...

Eles, que já andavam por aí a tocar, estão em estúdio a gravar o primeiro disco, certamente um dos projetos que mais vai dar que falar em 2015. Para os mais distraídos, ‘eles’ chamam-se Os Tais Quais e são assim uma espécie de novos Rio Grande, revistos, aumentados e atualizados. Além de Vitorino, João Gil, Tim e Jorge Palma, o grupo conta ainda com Paulo Ribeiro, Sebastião, Celina da Piedade e o humorista Serafim. Um projeto que parte do Alentejo para o resto do País. As primeiras amostras como a ‘Moda da passarada’ ou ‘Olha a noiva se vai linda (não me Deslargues)’ fazem antever coisa grande…

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