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Miguel Guimarães

Marcha-atrás desastrosa

Mais uma vez o ministério da Saúde não cumpriu o assumido.

Miguel Guimarães 28 de Dezembro de 2017 às 00:30
A emissão de atestado para a carta de condução por via eletrónica é um exemplo de que o Ministério da Saúde (MS) funciona apenas a duas velocidades.

A marcha-atrás e, raramente, a 1ª velocidade. O MS e o Governo reconheceram publicamente a necessidade de criar Serviços de Avaliação Médica e Psicológica (SAMP) para que os cidadãos portugueses tivessem um acesso rápido e seguro aos atestados de aptidão física e mental para obtenção ou renovação de cartas de condução.

E que tal fosse obrigatório para os condutores do grupo 2 e preferencial para os do grupo 1. Assumiram que os médicos de família não deveriam ser os juízes dos seus próprios utentes. Que não faz parte do seu conteúdo funcional o exercício de autoridade que pode destruir a relação de confiança médico-doente. Que as instalações e os equipamentos de que dispõem não são os adequados nem cumprem a legislação. Que o acesso aos pareceres necessários é complexo e demorado.

Ainda assim, mais uma vez o MS não cumpriu o compromisso assumido e fez marcha-atrás.

Uma vergonha evitável que demonstra desprezo por uma matéria essencial para a vida dos cidadãos, pela segurança rodoviária e que agrava a confiança da relação médico-doente.
Ministério da Saúde MS Governo Serviços de Avaliação Médica e Psicológica SAMP saúde
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