É hoje que saberemos se a Seleção está em modo de prolongamento do estado de graça obtido no Europeu de há um ano, ou se é apenas um grupo de jogadores cansados por uma longa época e a suspirar por férias.
Esta Taça das Confederações interessa apenas aos países nela presentes. Não tem a expressão mediática global que o Mundial atinge. Não se compara sequer ao Europeu. Foi uma invenção do capricho dos milhões da Arábia, que a FIFA depois acolheu no seu calendário. O prestígio que ainda não tem poderá ser-lhe dado pela vitória de uma seleção como a portuguesa, com o seu capitão Ronaldo.
Esta taça tem mais a ganhar por ter Ronaldo a erguê-la no final do que Ronaldo ganhará por levantar mais esta taça.
O facto de estar sob fogo cerrado do ávido Fisco espanhol pode ser a motivação que faltava a Ronaldo, neste doloroso prolongar de época.
É óbvio que, se Ronaldo teve o seu staff financeiro a fugir ao Fisco, será forçado a devolver a verba que foi ocultada. Mas, neste processo, onde obviamente Ronaldo não terá participado de forma consciente, alguém terá de fazer o papel do pai de Messi.
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