O Governo está a fazer de avestruz e recusa retirar a cabeça das cinzas de Pedrógão Grande. As recentes entrevistas de Pedro Nuno Santos e Augusto Santos Silva coincidem no essencial: pôr água na fervura da opinião pública e ver se o verão cumpre a tarefa anual de limpeza das más memórias.
Morreram 64? – Olhemos para Tancos.
Mas, se Tancos mostra o grau zero do Estado no exercício das suas mais estritas funções, sendo o furto de explosivos um elevado perigo potencial, o incêndio de Pedrógão Grande matou 64 cidadãos, alguns de tenra idade. Destes, 47 morreram ‘em equipamentos do Estado’, EN236, como atempadamente sublinhou Jorge Coelho, último dos ministros com decoro político.
Esperemos que a oposição esteja a fazer o seu trabalho em torno das exaustivas respostas dadas por ordem de António Costa às oportunas perguntas do CDS.
Nesse documento muito técnico, um leigo verifica que, nas horas antes da tragédia, os meios aéreos foram subavaliados – poupança excessiva? –. A GNR esteve entregue à sua sorte, sem meios de comunicação, o comando no teatro das operações mudou de mãos quatro vezes até ao conhecimento da tragédia já consumada. Uma pergunta relevante não fez o CDS: onde estava a ministra, nas horas da tragédia?
P.S. - Cara Leitora, Caro Leitor, a foto retrata o membro da ERC, Arons de Carvalho. Persegue o CM de forma clara e reiterada, desde o início desta década. Ficou claro o seu dolo, numa escuta do processo Marquês onde presta contas a Sócrates das suas iniciativas contra o CM. Nem por vergonha se demitiu. Aparece de faixa negra sobre os olhos, por ser a prática neste Jornal, quando se trata de suspeitos de crime.
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