Devia ser estudada nas faculdades de jornalismo a diferença entre uma entrevista e um diálogo de propaganda. Diálogos de propaganda são espaços que, travestidos de jornalismo, servem apenas os interesses de um dos intervenientes (ou, para mal pior, dos dois); entrevistas são processos dialéticos que visam servir o cidadão, a quem é dado o poder da síntese.
O juiz Carlos Alexandre sujeitou-se a duas entrevistas. Delas, a síntese, que tem sido impingida aos cidadãos, fica-se pela espuma de uma declaração encaixável no caso concreto de Sócrates.
As necessidades de meios para a PJ, as vantagens da delação premiada, o dinheiro que paga impostos e limpa crimes, nada disso parece importar a uma poderosa máquina de propaganda que visa apenas deixar como está um país empobrecido pelo tumor da corrupção e do amiguismo financeiro.
Enquanto Carlos Alexandre se submeteu ao exercício livre da atividade jornalística, José Sócrates passeou longa e gesticuladamente com um sujeito que, nos dias seguintes, iria produzir mais uma peça de propaganda para distribuir pelos portugueses. O atormentado juiz respondeu a perguntas; Sócrates definiu as respostas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
De cada vez que Trump fala, saem labaredas da sua boquinha de carpa, sem ofensa para as carpas, peixe muito espiritual.
Há em Cavaco um desafio a Montenegro para que avance, sem negócios políticos prévios. A marcar passo
Este Seguro, que o Povo entronizou, em nada se confunde com a gente que, vinda das extremas-esquerdas, capturou o PS.
Não é no atual quadro parlamentar que Seguro irá encontrar o ambiente que deseja ver cultivado.
Desta vez, Trump e Netanyahu têm razão – o Mundo fica melhor sem o regime dos ayatollahs.
É cega e sanguinária a matilha digital que se levantou contra o miúdo argentino.