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Octávio Lopes

Claro que tudo depende de Ronaldo

No Brasil, Ronaldo disse que estava bem e estava mal. Foi a miséria que se viu.

Octávio Lopes 11 de Junho de 2016 às 00:30
Vencer a Estónia é normal. Golear por 7-0 numa equipa sem um verdadeiro ponta de lança - daqueles que têm sempre lugar reservado  - já não é tão normal. São coisas que acontecem de quando em vez. São de enaltecer quando sucedem. E se a ‘chapa sete’ for a escassos dias de um Europeu ou de um Mundial é perfeitamente lógico que se possa sonhar. Com tudo. Ainda por cima, Portugal tem um dos melhores jogadores do Mundo. Cristiano Ronaldo tem de fazer a diferença caso no percurso traçado por Fernando Santos – conquistar o Euro 2016 – apareça um daqueles adversários que intimidam mais pelo nome que têm do que pela qualidade efetiva do futebol que têm praticado: Alemanha, França, Itália e Espanha.

Mas será que CR7 está em condições físicas de fazer mesmo essa diferença? No Campeonato do Mundo do Brasil disse que estava bem e estava mal. E foi a miséria que se viu. Agora diz que está bem. Tem de o provar em campo. Classe tem de sobra e só é superado por Messi nas épocas em que o argentino não está preocupado com a fuga ao Fisco. Se Ronaldo mostrar que está a 100 por cento, jogar na posição em que sempre se destacou e Fernando Santos inventar um Benzema que saiba o que fazer na área, Portugal pode mesmo ganhar o Europeu. A equipa tem valor mais do que suficiente para bater quem lhe apareça pela frente.
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