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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

Não há demissões?

PJ e GNR não encontraram a complementaridade que permitisse ao músculo desta servir o histórico cérebro daquela.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 14 de Novembro de 2016 às 00:32
O ruído em torno da forma insólita como um forte suspeito de duplo homicídio decidiu entregar-se não nos deve desfocar do mais preocupante que este caso revelou: a incapacidade demonstrada pelas forças de segurança para trabalharem em conjunto durante longos 29 dias.

PJ e GNR não encontraram a complementaridade que permitisse ao músculo desta servir o histórico cérebro daquela.

Uma das poucas verdades que o suspeito disse na longa entrevista que antecedeu a sua entrega é que Portugal se mostrou um País pouco seguro na forma como lida com o crime de violência extrema.

A luta pelo protagonismo entre forças policiais, que não respondem sequer ao mesmo responsável político, está a deixar o País com cada vez mais casos graves por resolver.

O humilhante telefonema que atingiu o líder da PJ, no final da encenação montada pelos advogados do único suspeito de um banho de sangue no coração da Beira, foi o final natural para um caso em que o domínio da situação coube ao criminoso até ao fechar das algemas.

Num País que se preze, este caso obrigará à mudança de alguns protagonistas do nosso dispositivo de segurança. E à revisão da forma como as polícias são obrigadas a trabalhar em conjunto perante ameaças graves.
PJ GNR Portugal País
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