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Octávio Ribeiro

Marcelo e a História

Marcelo decide sempre atendendo às sondagens de popularidade.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 12 de Junho de 2016 às 01:45
No 10 de Junho, Marcelo fez desfilar tropas e agraciou gente comum de exemplar coragem.

Este novo modelo de cerimónia merece elogio pelo seu verdadeiro espírito republicano. Garante ainda que os novos comendadores não serão manchete nos meses seguintes em laivos de escândalo com colarinhos brancos.
Autor de excelentes discursos, Marcelo sacudiu a naftalina habitual nestas cerimónias e devolveu o Dia de Portugal aos portugueses.

Alguns agentes da esquerda irão vociferar contra a militarização das cerimónias. Para estes, os falcões só são bonitos se voarem nos céus de Moscovo ou de Pequim. Os nossos, mesmo demasiado escassos, só atrapalham estes agentes do internacionalismo proletário e outros falsos pacifistas de pacotilha.

Com decisões como a da formatação deste 10 de Junho, Marcelo age a pensar no português médio e na imagem do dia em direto.

Esta vertigem de agradar ao cidadão comum no dia que passa é uma das essências da democracia representativa.
Marcelo decide sempre atendendo às sondagens de popularidade.

Depois, o acaso e as circunstâncias ditarão qual o seu lugar na História.

Marcelo Dia de Portugal Moscovo política
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