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Octávio Ribeiro

O veneno do défice

As contas do país podem não suportar mais um orçamento rosa.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 29 de Maio de 2016 às 01:45
Todos os atores políticos apontam em surdina as autárquicas de 2017 como o momento certo para avaliar o atual papel de Passos Coelho.

Com este líder do PSD, o Governo de António Costa não tem interlocutor ao centro, que lhe permita reequilibrar as políticas e libertar-se do espartilho da extrema-esquerda, a quem paga com língua de palmo o apoio parlamentar, como lúcida e corajosamente, aponta Francisco Assis.

Por outro lado, com este líder, no seu papel de grande fantasma da austeridade, o PSD arrisca uma derrota pesada nas autárquicas. O CDS já virou a página, com a saída de Portas e a ascensão da enérgica Cristas. O CDS está pronto para o futuro, enquanto Passos continua agarrado a um passado que todos os cidadãos querem esquecer.

É por estes factos, a que acresce, por cima de todos, o do calendário das negociações para o próximo orçamento do Estado, que a Passos caberia a decisão patriótica de afastar-se da liderança do PSD.

As contas do País podem não suportar mais um orçamento do Estado em tons de rosa e amargo travo a défice.
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