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Octávio Ribeiro

Vamos jogar com 10?

Há uns dias alguém próximo de Nuno Gomes justificava a sua carência de golos com os sacrifícios que o ponta-de-lança faz pela equipa.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 1 de Junho de 2008 às 00:30

O argumento é interessante: ele corre muito, mesmo em acções defensivas, logo marca pouco. Este tipo de análise relativamente ao trabalho de quem tem de marcar golos é como se uma má temporada de um grande pianista fosse justificada pelo facto de o artista ter de carregar o piano antes dos recitais. Para essa tarefa estão lá outros, a Nuno Gomes pede-se golos ou, pelo menos, promessas desse momento mágico.

Na tarde de ontem, Scolari deu o primeiro sinal do que se vai passar em terras suíças: a selecção portuguesa alinhará com Nuno Gomes na frente. Um pianista que a dado momento da carreira virou um lírico carregador de piano. Encharcado em suor mas sem génio e fora do tempo. Se Nuno Gomes correr menos, talvez vislumbre a baliza.

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