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Padre António Rego

O regresso

Os grupos de pressão vão continuando o seu trabalho discreto.

Padre António Rego 11 de Setembro de 2016 às 00:30
Nada de novo se diz com o fim das férias. Mais um ciclo cumprido, outro a começar. Na realidade tudo está no começo, no imprevisível. Ninguém adivinha o que nos espera. Pelos calendários e rotinas tudo parece deslizar numa continuidade do poder, dos programas, das crises e projetos, alguns há muito planeados que estarão eventualmente em vias de execução. Mas saberemos que não será bem assim. Tão cedo não haverá novo aeroporto, nem Segunda Circular, nem prevenção estrutural contra fogos, nem noticiários que não lembrem os tempos dos tiros de faroeste. Os grupos de pressão, as organizações secretas, as ideologias que mudaram de roupagem vão continuando o seu trabalho discreto de pequenos passos que os tornam cada vez mais gigantes. A história vai avançando com certo tom de inocência, juventude cada vez mais inovadora, tecnologia a criar mais iletrados digitais, mutação veloz das escalas de valores, de referência, como que a desfazer-se impiedosamente do passado. E há uma pergunta necessária: estamos numa correria cega, sem nexo nem objetivo? Aqui pergunto pelo Deus criador e condutor da história e sinto que não O podemos pôr de parte porque só Ele confere lógica aos nossos aparentes e reais desencontros.
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