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Padre António Rego

Ser português

Fomos uma grande potência que esbanjou a fortuna.

Padre António Rego 12 de Junho de 2016 às 00:30
Entre o 10 de Junho e o Stº António não podemos deixar de nos perguntar por nós mesmos na senda da nossa história. E, claro, estando na Europa, não escapamos à comparação com os países que estão mais próximos ou mais longe de nós. Ou com os que têm dimensões, condições ou culturas mais próximas. E lançar a questão: quem somos nós, afinal?

Fomos uma grande potência que esbanjou a fortuna, mas ainda nos resta uma grande fortuna que não queremos esbanjar.

Foram-se muitas das joias mas ficaram os dedos que foram desenhando em nós e no mundo novas formas e novos conteúdos. Temos alma em África, no Brasil e em tantos pontos da Ásia. E se muitas vezes fazemos que não sabemos, outras, se vamos observando o nosso mundo, não podemos ignorar o selo que lá deixámos, embora esbatido e porventura enferrujado pelo tempo e pelo esquecimento.

Folheando as nossas letras ou os nossos escritores, vemos o nosso reflexo com a força do nosso olhar e o sulco porventura humilhante das nossas rugas.

Se formos à lista dos santos, eis-nos de novo a cruzar a história com tantos que nos precederam na conceção da vida, do futuro e na vivência da fé. Por isso esta surpreendente passagem de Stº António pelo 10 de Junho nos relança a pergunta da nossa definição e do nosso lugar na história, muito mais relevante que as decorações de manjericos e fontes despojadas da única água que nos mata a sede.
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