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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

A vergonha dos taxistas

A história é contada por um taxista com paragem certa numa praça de um concelho limítrofe de Lisboa.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 21 de Maio de 2015 às 00:30

A história é contada por um taxista com paragem certa numa praça de um concelho limítrofe de Lisboa. Há pouco dias apanhou um casal de estrangeiros, americanos, pareceu-lhe. A viagem era para um museu da capital. Aí chegados, os clientes pagaram, deram gorjeta e saíram. Estavam a abandonar o veículo quando logo surgiu outro profissional dos táxis. Insistente, meteu conversa com o colega.

Pretendeu saber de onde vinha, qual o valor da corrida. Indiscreto, olhou para o taxímetro e reagiu de imediato em tom paternalista: "Devias ter cobrado o dobro." E acrescentou, triunfante: "Vê-se logo que não és de Lisboa."

O relato é contado com mágoa e vergonha. Um episódio de ‘chico-espertismo’ lusitano em todo o seu esplendor. Triste exemplo de uma classe denegrida por uns tantos, incapazes de olharem um pouco mais além do próprio nariz. Sem identificarem a palavra respeito, o estilo só pode ser anulado pelo medo. Com mais ações de fiscalização, multas mais duras se for esse o caso.

Afastem-se as maçãs podres que contaminam o resto da cesta. Todos aqueles que trabalham de forma honesta agradecem.

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