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Paulo Fonte

As fintas do português e a formação

Jesus vai ter de se pôr em linha com o discurso do presidente.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 11 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Decidisse Bruno de Carvalho afastar Jorge Jesus e os serviços jurídicos poderiam argumentar com as declarações do treinador no final do jogo com o FC Porto. Afinal, motivos bem mais fúteis, ainda agora recuperados em tom de gozo pela imprensa inglesa, foram brandidos para ajudar a correr com Marco Silva, mais um dos grandes técnicos ‘descobertos’ pelo líder máximo leonino, a par de Leonardo Jardim, que não conseguiram os resultados esperados em Alvalade e brilham com outros emblemas.

Já se sabe, o ‘guionista’ Jesus tem dificuldade em exprimir o que realmente pretende, por vezes é fintado pelo português com os piores resultados. O treinador pode até não ter pretendido descarregar a dor da derrota em João Palhinha, mas o que passou para o público foi uma crítica direta e desmotivadora. Mas não só. Lembrou que o Sporting jogou com seis jogadores da formação e "isto paga-se um bocadinho caro." Traduzido, convocar atletas da academia é muito bonito mas não dá para ganhar jogos.

Com a aposta num modelo assente em jogadores de Alcochete após o descalabro de contratações da presente época, Jesus vai ter de se reinventar e pôr- -se em linha com o discurso do seu presidente. As futuras convocatórias vão, ou não, provar o quanto os abraços cúmplices entre os dois não são só para sportinguista ver.
Bruno de Carvalho Jorge Jesus Alvalade Sporting futebol
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