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Paulo Fonte

'Colinho' que leva à vitória

Técnico de 'trazer por casa' derrota um treinador do mundo.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 21 de Maio de 2016 às 01:45
Faltam 20 minutos para o final do jogo com o Sporting na Luz. Corre o dia 25 de outubro de 2015, o Benfica perde por três golos sem resposta. E do nada um bruaá, as bancadas desatam a cantar a plenos pulmões ‘Eu Amo o Benfica’, um cântico ‘oficial’ para os momentos mais emotivos.

Do momento saem duas ilações; os encarnados têm de mudar, e muito, mas contam com o apoio indefectível dos seus – o popular colinho –, unidos em volta da equipa contra uma barreira de ataques nunca vista, um ‘case study’ a merecer um olhar de quem se dedica a estudos psicológicos.

Enquanto os adeptos dão todas as garantias de apoio, os jogadores cerram fileiras em torno de Rui Vitória, um homem com uma humildade e elevação desarmantes. E não é que um técnico de ‘trazer por casa’ – em despique com um treinador do Mundo – consegue levar o clube ao ‘tri’ com 88 pontos, um novo recorde em termos absolutos? Sem esquecer um percurso de espantar na Liga dos Campeões. E tudo a acontecer num ano de mudanças, com novos modelos e lesões sem fim. É obra.

Como os benfiquistas se gabam de não serem ingratos, com toda a certeza dedicam uma palavra de apreço a Bruno de Carvalho. A ironia, os comunicados e as intervenções facebookianas são um lenitivo inesperado. Por tudo isto, também o líder sportinguista merece ostentar uma medalhinha de campeão.
Sporting Benfica Rui Vitória Liga dos Campeões Bruno de Carvalho futebol
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