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Paulo Fonte

De regresso à triste sina

Se não forem cumpridas as decisões emanadas a partir de Bruxelas, os problemas estão garantidos.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 14 de Julho de 2016 às 01:45
Acabou a brincadeira. Ainda no prolongamento dos festejos da vitória no Euro, descemos à Terra e logo em queda livre e sem máscara de oxigénio. Os ministros das Finanças decidiram que Portugal não tomou "medidas eficazes" - ainda mais?, pergunta-se com natural incredulidade - para colocar o défice abaixo de 3% do PIB.

Vai daí, está aberto o processo de sanções e a Comissão Europeia tem 20 dias para decidir o que fazer. António Costa aparenta estar seguro das suas razões, mas o perigo é real e Portugal enfrenta uma multa de 360 milhões de euros e o congelamento parcial dos fundos comunitários no próximo ano. O primeiro-ministro fala em aplicações injustificadas que, a concretizarem-se, "teriam efeitos altamente contraproducentes".

Pode ser que nos safemos com uma pena suspensa - quem vai pagar é o Orçamento de 2017 -,  mas uma coisa é certa nesta vida, para além dos impostos e da morte: se não forem cumpridas as decisões emanadas a partir de Bruxelas, os problemas estão garantidos.

Ainda outra verdade: mais depressa Portugal volta a ganhar uma grande competição com um golo de Éder do que a União Europeia serve os povos em detrimento da alta finança.
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