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Paulo Fonte

‘O que passou-se’ no Benfica?

Direção pretende que o regresso da bola faça esquecer o caso.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 8 de Julho de 2017 às 00:30
Uma das definições atribuídas pelos dicionários ao termo defeso é "época em que é proibido caçar". Nada mais errado. Enquanto a bola não começa a rolar e as atenções voltam a focar-se naquilo que realmente interessa no futebol, o FC Porto tem-se entretido a dar tiros em direção ao Benfica na forma de mails, macumbas e tudo o mais ao alcance da mão. Luís Filipe Vieira recorre à zombaria para esvaziar as acusações e desviar a atenção, mas o universo benfiquista carece de esclarecimentos concretos. Por muito que a resposta seja a ironia, a imagem do clube está a ser alvo de danos cuja extensão ainda é difícil de calcular.

Até ao momento, não foram apresentadas provas claras de que a troca de mails nunca existiu e de que a aparente subserviência de alguns nomes a figuras de topo do clube da águia não passa de um tremendo embuste. A preocupação dos encarnados centra-se no crime de violação de correspondência, o que não deixa de ser importante, mas, neste caso, mais do que a forma como se chegou à troca de mensagens, o resultado preocupa mais os adeptos.

Percebe-se a estratégia da direção encarnada. Deixar arrastar o caso com ameaças – e mesmo concretização – de processos em tribunal e aguardar que comece o futebol e as vitórias voltem a sorrir. É uma opção, mas a dúvida não se vai extinguir por si só.
FC Porto Benfica Luís Filipe Vieira desporto futebol
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