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Paulo Fonte

Seleção de clubes

Sempre houve pudor em associar os erros individuais cometidos com as cores de Portugal aos clubes representados pelos futebolistas.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 6 de Julho de 2017 às 00:30
‘Portugal, a equipa de todos nós’ era o aglutinador e o emotivo ‘chavão’ com que se catalogava a seleção nacional, capaz de juntar os adeptos num sentimento de união. Era, porque a partir do momento em que a prestação dos jogadores é utilizada como arma de arremesso na guerra entre clubes, fica claro qual o destino a dar a essa designação.

A expulsão de dois atletas que representam o Benfica no jogo Portugal-México da Taça das Confederações levou o FC Porto, através da newsletter Dragões Diário, a repisar a questão das arbitragens, o seu tema de eleição dos últimos meses. "Na Rússia não se come polvo", escreveram os azuis e brancos, repetindo as provocações com a "Liga Salazar" e o "manto protetor".

Sempre houve pudor em associar os erros individuais cometidos com as cores de Portugal aos clubes representados pelos futebolistas. Imperava o bom senso, a seleção era outra história, subentendia-se. Acabou. Esqueça-se. Só falta agora o Benfica enumerar os penáltis falhados por jogadores formados pelo Sporting e FC Porto para elevar – ou, melhor, baixar - a guerra a outro patamar, onde o caráter anda mesmo arredado. Tudo isto é apenas triste e imbecil.
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