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Paulo Fonte

Um risco chamado Lopetegui

Na Luz entrou brando, com abraços, saiu enraivecido, com ameaças de puñetazos.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 16 de Maio de 2015 às 00:30

Quando serve algum interesse, a palavra de Mourinho é lei. Lopetegui socorre-se dela para justificar a continuidade à frente do FC Porto. O treinador também pode apontar o exemplo de Jorge Jesus. Não ganhou nada num ano, no seguinte fez um pleno a nível nacional. A permanência de Julen, agora a um passo de nada conseguir, não é pacífica, mas com a bênção do presidente, o lugar é dele. Muitos inquietam-se. Pinto da Costa está a facilitar?

O técnico dos dragões teve ao seu dispor um dos melhores plantéis da história do clube. O emblema desbaratou perto de 50 milhões de euros em contratações. A forma como geriu a equipa mereceu críticas severas, muitas delas da própria SAD. Teve amplos poderes, culpou os suspeitos do costume. Não conseguiu ganhar a empatia dos adeptos, nada habituados a perderem troféus. E a culpa foi sempre alheia. Faltou lucidez. Atente-se ao caso com Jesus. Na Luz entrou brando, com abraços, saiu enraivecido, com ameaças de puñetazos. Depois, voltou à carga. Não lhe fica bem e não é assim que colhe simpatias.

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