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Paulo Fonte

Uma lei com preservativo

O Partido Socialista pretende que o Governo promova a distribuição de métodos contracetivos nas escolas e logo um coro de indignados se faz ouvir entre dois padres-nossos.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 29 de Setembro de 2016 às 00:30
O Partido Socialista pretende que o Governo promova a distribuição de métodos contracetivos nas escolas e logo um coro de indignados se faz ouvir entre dois padres-nossos. A ideia não é nova e está prevista na lei desde 2009. Mas, como tantas vezes acontece, a sua aplicação foi guardada numa gaveta escondida num qualquer armário e a chave atirada ao Tejo.

A passagem à prática da educação sexual em meio escolar nunca foi uma medida pacífica. Então quanto à sua total interpretação, decidiu-se deixá-la cair no esquecimento, a maneira airosa de tudo mudar para tudo ficar na mesma. Agora, o PS volta à carga e defende que se passe ao "efetivo cumprimento" do diploma.

Os Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno têm competência para distribuir contracetivos. No entanto, apontam os socialistas, os alunos são dali dirigidos para os centros de saúde. Burocracia a mais para os jovens que pedem ajuda, confrontados com uma dupla inibição. Desenganem-se os mais ingénuos. Não é a ausência de preservativo que vai impedir as relações sexuais, com os consequentes riscos – Portugal continua entre os países da Europa com mais novos casos de infeção com VIH/Sida.
Partido Socialista Governo PS Gabinetes de Informação e Apoio ao Aluno Portugal Europa
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