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Paulo Fonte

Uma real democracia

Quando se liga a palavra maquilhagem à atividade política, no imediato pensa-se no óbvio.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 31 de Agosto de 2017 às 00:30
Quando se liga a palavra maquilhagem à atividade política, no imediato pensa-se no óbvio, uma maquilhagem de contas para esconder buracos tipo queijo suíço.

Em França, este termo leva-se mesmo à letra e, sabe-se agora, o presidente foi ao cofre do erário público levantar, só em maio, 26 mil euros para pagar à sua maquilhadora.

Ora bem, a dona Natacha M. recebeu por serviços prestados a Emmanuel Macron de uma vez 10 mil euros, de uma outra 16 mil.

A assessoria do Eliseu justifica com uma "questão de emergência", traduzindo com conferências de imprensa e viagens ao estrangeiro em que a profissional em causa teve de acompanhar o mais alto magistrado da Nação.

Já François Hollande, o antigo presidente, gastava perto de dez mil euros por mês, repita-se, por mês, na conta do cabeleireiro.

Explicação: o homem que tratava do máximo cocuruto gaulês tinha de "levantar-se muito cedo" e "necessitava de estar disponível o dia todo". Um cargo elegível pelos eleitores implica uma atuação irrepreensível .

Reconhece-se a dignidade que a posição presidencial implica, mas não há necessidade de injuriar a pobreza. Tanto desperdício.

O tempo avança, a transformação é lenta.

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