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Paulo Fonte

Vendaval cor de rosa

Resultado dos sociais-democratas era mais do que previsível.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 5 de Outubro de 2017 às 00:30
"O vendaval passou, nada mais resta", cantava o eterno romântico Tony de Matos e não, não estava a referir-se àquilo que aconteceu ao PSD e CDU nas autárquicas de domingo. O rosa alastrou pelo País e 'limpou' à sua passagem câmaras emblemáticas há muito arredadas dos socialistas.

Quanto aos sociais-democratas, o resultado era mais do que previsível, após o visível desacerto desde o processo de seleção, do qual a candidata à capital é um caso marcante.

O ainda líder do partido e Carlos Carreiras só podem estar gratos a Teresa Leal Coelho, que, mesmo sabendo o que lhe ia acontecer, aceitou dar a cara pelas suas cores e submeter-se a um resultado penoso, com um mal-estar difícil de disfarçar nas declarações em que tentou circunscrever a pesada derrota à sua equipa, na vã tentativa de ilibar quem tomou a decisão de a escolher.

À esquerda, no distrito de Setúbal, três câmaras - Almada, Alcochete e Barreiro - mudaram de mãos, talvez uma situação explicada pela erosão de um eleitorado a necessitar de um urgente rejuvenescimento.

Aguardemos agora pelos resultados da confiança que os eleitores depositaram no PS.

E sim, o sucesso das contas públicas influenciou as decisões autárquicas.
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