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Paulo João Santos

Caminhos da Justiça

Pior que uma justiça lenta é não se fazer justiça nenhuma.

Paulo João Santos 5 de Julho de 2020 às 00:32
Sócrates foi detido em novembro de 2014. Figura central do processo Marquês, que investiga crimes de colarinho branco, já esteve preso, mas não sabe quando vai a julgamento e por que crimes terá de responder. Nem ele, nem os restantes arguidos. Em rigor, nem sequer se sabe se haverá julgamento. Na melhor das hipóteses, levará outros seis anos para o trânsito em julgado.

O caso BES, do mesmo ano, está ainda mais atrasado. Não há sequer acusação. De vez em quando saem notícias garantindo que é agora, mas tal como o último dia das nossas vidas, é um amanhã que não chega. Aqui, não haverá trânsito em julgado antes da próxima década.

Mas pior do que a lentidão da Justiça é não se fazer justiça nenhuma. Marlon foi assassinado há sete anos. Há videovigilância, haverá testemunhas, suspeitos, mas ninguém acusado. Uma morte que levou os pais a uma depressão profunda que quase os atirou para a sepultura. Nenhum pai deve ver um filho partir. Mas mesmo que nunca se faça justiça, porque nunca haverá justiça para quem rouba um filho aos pais, o responsável ou responsáveis têm de ser levados a tribunal. A memória destes pais merece dormir descansada.
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