Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo João Santos

O grande apagão

As redes sociais ganharam o estatuto de bem de primeira necessidade.

Paulo João Santos 6 de Outubro de 2021 às 00:32
Não é a primeira vez, nem será a última, que as redes sociais entram em coma, colapsam, desaparecem do radar dos iPad, dos PC, dos iPhone, mas o apagão desta semana foi do tamanho do mundo.

Sete horas sem Facebook, sem Instagram, sem WhatsApp. Sete horas nas trevas, no mais profundo breu, com milhões de utilizadores às escuras, ansiosos, angustiados, desorientados, desesperados, como se o tempo parasse e a vida deixasse de fazer sentido, revelando um grau de viciação idêntico ao do álcool, do tabaco, do jogo, da pornografia. Estima-se que o ‘deus’ deste universo paralelo tenha levado um rombo nas contas de cinco mil milhões de euros, 714 milhões por hora, o que diz bem da dimensão e poder do negócio.

Não há dependências boas, são todas más. Umas fazem mal ao corpo, outras à saúde mental, outras à carteira. No caso do uso e abuso da utilização do telemóvel, que não para telefonar, o que não deixa de ser irónico, os efeitos não estão suficientemente estudados ou, pelo menos, publicitados, e não creio que haja grande interesse em fazê-lo. As redes sociais ganharam o estatuto de bem de primeira necessidade. Ninguém quer saber.
PC economia negócios e finanças energia questões sociais negócios (geral)
Ver comentários