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Paulo João Santos

Censura cristalina

Ainda que condenada à nascença, a censura centrista trouxe algumas revelações surpreendentes.

Paulo João Santos 29 de Outubro de 2017 às 00:30
Ainda que condenada à nascença, a censura centrista trouxe algumas revelações surpreendentes. Ficámos a saber, por exemplo, que a geringonça tem mais uma peça. Chama-se PAN.

E embora não se perceba bem o motivo da adesão deste partido ao Governo 1+2, agora três, tudo indica que terá a ver com o facto de ter sido aprovada a Lei pelo qual os portugueses lutavam há anos. Um verdadeiro desígnio nacional: a possibilidade de chihuahuas, yorkshire terrier e poodles se sentarem com os donos à mesa do restaurante.

Ficámos, também, a saber que os Verdes e a ecologia estão divorciados: 5,5% do território, o equivalente a 520 mil campos de futebol, ficou pintado de negro, mas nem isso foi suficiente para o partido desalinhar da disciplina comunista.

E ficámos, igualmente, a saber que é Cristas quem lidera a oposição, e que o Governo não recuperou do soco que levou de Marcelo. Ainda tentou responder, mas voltou a ir às cordas: "Chocado ficou o País com a tragédia vivida".

Quanto ao Bloco e o PCP, já nada têm a acrescentar. Empurrar as culpas para o passado é não perceber que o mal dos outros não faz de nós melhores.
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