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Paulo João Santos

Combate orçamental

Tão importante quanto o documento é a sua discussão e votação.

Paulo João Santos 10 de Setembro de 2017 às 00:30
Está em marcha o Orçamento do Estado para 2018. Do que se vai sabendo, haverá mexida nos escalões do IRS (teme-se que tímida), o salário mínimo ficará abaixo dos 600 euros (uma vergonha), a progressão nas carreiras da Função Pública está tremida (mais um ano de expectativas frustradas).

Mas tão importante quanto o documento, que será conhecido a 13 de outubro, é a sua discussão e votação.

Do PSD pouco se espera. Líder e partido estão sem ideias, sem projectos, sem dinâmica. Não ultrapassaram o trauma de uma vitória eleitoral com sabor a derrota. Do CDS aguarda-se um combate mais aguerrido, mas só isso. Fora do poder, o partido de Cristas não desperta grande curiosidade.

O PCP deverá ficar a falar sozinho, perdido num discurso cheio de boas intenções, mas irrealista.

Os holofotes estarão, pois, concentrados na dupla Catarina-Mortágua. Ou continuam a dizer amém ao PS e arriscam um enorme trambolhão nas próximas legislativas (depois deste Orçamento é tarde para inversões). Ou fazem vingar as suas políticas, mesmo que isso ponha em causa o futuro da geringonça.

Não acredito. Mas, como alguém disse, o que hoje é verdade amanhã é mentira. 
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