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Paulo João Santos

Governo em fora-de-jogo

Não sei de quem partiu a ideia peregrina de querer proibir jogos de futebol em dia de eleições.

Paulo João Santos 17 de Setembro de 2017 às 00:30
Não sei de quem partiu a ideia peregrina de querer proibir jogos de futebol em dia de eleições. Sei é que uma democracia adulta não precisa de governantes que venham impor regras socialmente absurdas, por força de leis sem sentido.

Diz o secretário de Estado da Juventude e do Desporto: "Queremos estar todos mobilizados para que haja maior participação dos cidadãos nos momentos eleitorais e nesse seguimento reduzir ao mínimo fatores perturbadores, de distração dessa mesma mobilização dos cidadãos".

Este senhor está completamente equivocado se pensa que proibir jogos em dia de eleições vai reduzir a abstenção.

Não será antes o distanciamento do poder político em relação ao cidadão, a confiança em quem manda e governa, e a persistência em discursos vazios, enfadonhos, sem pingo de mobilização? É que nenhum adepto deixará de exercer o seu direito de voto pelo facto de ir à bola.

Quanto à ideia de o futebol ser um "fator perturbador"…Caro João Paulo Rebelo, a única coisa perturbadora que aqui encontro é esta tentativa de limitação à liberdade individual e coletiva, que, por certo, não encontrará eco no Tribunal Constitucional.
Paulo João Santos opinião
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