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Paulo João Santos

O dérbi do poder

Marcelo avançou para 2018 ao ataque.

Paulo João Santos 4 de Janeiro de 2018 às 00:30
Marcelo avançou para 2018 ao ataque. O veto ao financiamento dos partidos é sinal de que o Presidente não vai deixar o Governo e a Assembleia da República ultrapassar a fronteira do bom senso, mesmo tendo em conta os poucos poderes que a Constituição lhe confere - ainda que tenha nas mãos a bomba atómica (dissolução do Parlamento). Mas dificilmente a usará, com o Bloco a viver em união de facto com o PS e um PCP cooperante.

Não será, pois, essa arma que lhe permitirá manter Costa e seu Executivo em sentido, mas a de um povo rendido à sensibilidade de um coração que se emociona, que palpita, que chora. Quando três milhões de telespectadores assistem à sua Mensagem de Ano Novo, está tudo dito.

Claro que há sempre o risco do desgaste. Marcelo não pára. Joga em todo o campo, em pressão constante. Responde a tudo, sobre tudo. Domina o campo da comunicação tão bem como CR7 controla a bola.

Mas o povo é imprevisível. Nem Cristiano Ronaldo escapa à crítica, aos assobios. Basta falhar um penálti. Até lá, porém - e se porventura chegarmos lá - pode Marcelo dormir tranquilo. Tem o dérbi Belém- -S. Bento no bolso. Com ou sem vídeo-árbitro.
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