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Paulo João Santos

Sede de vitória

Passar de bestial a besta é uma profunda injustiça.

Paulo João Santos 24 de Setembro de 2017 às 00:30
Impressionante, o mundo do futebol. Tão depressa se eleva alguém aos altares, como se empurra para o inferno mais dantesco.

Recordo as palavras sábias de Mário Wilson, o "velho capitão", que a história guarda para a eternidade: "Quem treina o Benfica, arrisca-se a ser campeão."

Não sei, por isso, se Vitória é um grande treinador. Confesso que não o vejo a tirar coelhos da cartola, mas tenho-o como um homem sério, honesto, empenhado e muito profissional naquilo que faz.

Este ano, as coisas não lhe estão a correr bem. O investimento no plantel não foi compatível com a saída de jogadores-chave. A onda de lesões também não ajudou. E a situação seria pior se o vídeo-árbitro não tivesse visto um jogador do Portimonense em fora de jogo - conseguiu detetar o dedo grande do pé do atacante algarvio à frente do último defensor do Benfica. Fantástico, sem dúvida.

Mas passar de bestial a besta é uma profunda injustiça, mesmo se os adeptos, sejam de que clube for, aqui e em qualquer parte do mundo, não compreendam nunca que a equipa não pode ganhar sempre, porque, do outro lado, há adversários com a mesma sede de vitória.
Mário Wilson capitão Benfica Vitória Portimonense desporto futebol
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