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Paulo João Santos

Sinais de desleixo

No novo mundo que agora nasce há que reformar as velhas instituições.

Paulo João Santos 20 de Maio de 2020 às 00:32
A China falhou ao atrasar a comunicação sobre o vírus, na esperança de o aniquilar entre fronteiras. Quando as barreiras se ergueram em Wuhan, já a Covid-19 estava fora de controlo, saltando estados e continentes.

Mas a Europa, sabe-se agora, não esteve melhor. Os guardiões da saúde subestimaram o inimigo invisível. Uma reunião do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, realizada a 18 de fevereiro, concluiu que os riscos de propagação do ‘bicho’ eram baixos. Três dias depois, a Itália fez soar o alarme. Em menos de um mês, o Mundo parou.

Incompetência, desleixo, irresponsabilidade, mas, sobretudo, inutilidade. Para que servem estes organismos se não controlam nada, nem preveem coisa nenhuma? Quantas mortes teriam sido evitadas com medidas atempadas?

Do mesmo mal padece a Organização Mundial da Saúde, cada vez mais doente. Contradições, indecisões, uma miopia exasperante, como no caso das máscaras, cuja recomendação tardia contribuiu, seguramente, para a tempestade perfeita que se abateu sobre o Planeta. No novo Mundo que agora nasce é urgente reformar estas velhas instituições.
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