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Paulo João Santos

Um ano como tantos outros

Faltaram ideias, projetos, lideranças, ambição, o fator surpresa.

Paulo João Santos 28 de Dezembro de 2017 às 00:30
O ano de 2017 deixa o Mundo como estava. A medicina não descobriu a cura para as doenças que nos assustam; os mistérios do universo permanecem por descodificar; os grandes conflitos continuam grandes; a riqueza voltou a ser muito mal distribuída; a sétima arte não produziu nenhuma obra-prima, nem o futebol deu à luz um clone de Messi ou Cristiano Ronaldo.

Foi um ano ao estilo ‘deixa andar, que amanhã é outro dia’, com os acontecimentos de sempre (fogos, seca, terramotos, naufrágios), os escândalos (políticos, amorosos e sexuais) do costume, a morte inesperada do político que nos fez sonhar, a partida do cantor que nos fez chorar.

Faltaram ideias, projetos, lideranças, ambição, o fator surpresa. Faltou ver além da linha do horizonte.

Nem sequer se soube cuidar da (débil) saúde do Planeta, nem se fez nada por isso, apenas palavras de circunstância e alertas inconsequentes.

Não sei o que 2018 nos reserva, se o desejo coletivo de um ano melhor será suficiente. Do que parece não haver dúvidas é que o grande livro da Humanidade não dedicará mais do que um rodapé ao ano que agora finda.

Afinal, igual a tantos outros.
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