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Paulo Morais

Às Portas da Mota

A contratação de Paulo Portas (PP) pela Mota-Engil (ME) é apenas uma prova do poder de António Mota.

Paulo Morais 10 de Junho de 2016 às 00:30
A contratação de Paulo Portas (PP) pela Mota-Engil (ME) é apenas uma prova do poder de António Mota. Mota já não precisa de PP para nada. O trabalho para a ME está feito: enquanto ministro, Portas sempre pareceu um delegado comercial, promovendo negócios para Mota.

Os salários que irá receber serão os salários em atraso por serviços já prestados. Como explicar então esta contratação? Será para António Mota deixar claro que todos os políticos importantes lhe vêm comer à mão. Sempre assim foi. Já nos governos de Cavaco, com Duarte Lima.

Os mais relevantes ministros das obras públicas – Jorge Coelho e Valente de Oliveira – foram para serventuários de Mota. Também Luís Parreirão ou o ex-presidente da JAE Rangel de Lima. Muitos outros lhe prestaram vassalagem, de Menezes a Lobo Xavier.

Com a contratação de PP, António Mota mostra toda a sua força e lança um aviso à navegação.

Todos perceberão, sobretudo os atuais ministros, que os políticos detêm temporariamente o poder nas mãos; mas, enquanto este sistema durar, Mota terá sempre a mão no poder!
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