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Correio da Manhã

Colunistas
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5 de Abril de 2009 às 00:30

Um dos mais batidos é “Mais vale tarde que nunca”. Serve, à boa maneira portuguesa, para desculpar o que não foi feito a tempo e horas. Pode dizer-se, por exemplo, que “mais vale tarde que nunca” relativamente à substituição da semaforização em vários cruzamentos por onde passa o Metro de Almada. Diz-se que vai melhorar a segurança. Ainda bem, dizemos nós. Mas perguntamos: porque é que não se procedeu logo no início a uma correcta instalação do sistema de semáforos?

Foi preciso ocorrerem vários acidentes para se chegar à conclusão que o sistema não funcionava da melhor maneira? Para que serviram os testes? O “Mais vale tarde que nunca” também se pode aplicar ao novo Quartel dos Bombeiros de Sacavém. Foi preciso esperar três anos (!!!) para que abrisse portas. E que dizer do novo Centro de Saúde de Massamá, concluído em 2006 e que só abriu portas dois anos depois?

À semelhança do que acontece com muitas obras por este país fora, o atraso deveu-se a deficiências detectadas nas vistorias. Será que não conseguimos fazer as coisas bem feitas à primeira? Até quando vamos escudar-nos com o “Mais vale tarde que nunca”?

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