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Paulo Morais

Sem dó nem santidade

Assim se criaram colossais imparidades no Montepio.

Paulo Morais 11 de Junho de 2017 às 00:30
Centenas de milhões de dinheiro público: será o que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) irá desembolsar na capitalização do Montepio.

Esta transação visa salvar da pré-falência a instituição, arruinada sob o comando de Tomás Correia, através de múltiplas operações financeiras desastrosas. A mais requintada terá sido a aquisição, por parte do Montepio, do Finibanco, quando este acumulava já enormes prejuízos.

Antes da venda, visando inflacionar artificialmente o preço, o Finibanco apresentou lucros simulados e as ações valorizaram de forma súbita - 22% em apenas três dias. O Montepio comprou muito caro o banco, dezenas de milhões acima do seu valor, em prejuízo próprio e dos seus 530 mil associados mutualistas.

E assim se criaram colossais imparidades no Montepio, que irão agora ser abatidas mobilizando cerca de 150 milhões da SCML, com a chancela do Provedor Santana Lopes. A história repete-se: captura de dinheiros públicos por banqueiros gananciosos.

Assim foi no Banco Português de Negócios (BPN), Banif, Banco Espírito Santo (BES) e agora, sob a forma de nacionalização disfarçada, e nada ‘santa’ ou ‘misericordiosa’, o Montepio.
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