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Paulo Rodrigues

Favores

As SAD dos clubes têm milhões e não gastam em segurança policial.

Paulo Rodrigues 14 de Maio de 2016 às 00:30
Amanhã, vamos assistir às celebrações do vencedor do campeonato. Quando se fala em futebol, fala-se em poder. Foi este poder que transformou o futebol num negócio de milhões onde tudo é permitido. Não conseguimos perceber que as SAD dos clubes tenham milhões para tudo e não consigam algumas centenas de euros para pagar a segurança efetuada pelos polícias. Só o poder de os clubes interferirem na vida das instituições públicas e nas decisões políticas pode justificar estas situações, que acontecem durante todo o ano.

Qualquer grande clube tem o privilégio de ter um efetivo mínimo de polícias a seu cargo, como capa para dizer que também tem custos com a PSP, mas a grande maioria, incluindo subunidades especiais e equipas de intervenção rápida, estão lá gratuitamente. Para além do custo para os contribuintes, os polícias veem-se obrigados a oferecer o seu tempo e esforço.

Neste contexto questionamos porque é que empresas privadas não podem também, nos seus eventos ou festas, ter polícias, de borla, a fazer a segurança. Os polícias não têm de fazer serviço gratuito a entidades privadas, menos ainda serem obrigados a fazer favores. Esta questão tem de ser resolvida com a maior brevidade possível.
PSP desporto futebol
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