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Paulo Rodrigues

Fecho de esquadras

É preciso garantias de que o fecho de esquadras reforça o policiamento.

Paulo Rodrigues 23 de Julho de 2016 às 00:30
Sempre que um novo governo toma posse, surge o debate sobre o encerramento de esquadras, como forma de colocar no serviço operacional profissionais que estão em serviços de apoio.

Esta parece ser a única forma de aumentar o dispositivo operacional. No entanto, vemos que não há assim tantas esquadras que possam ser encerradas, e, apesar de existir um número considerável de elementos nos serviços administrativos, não há assim tantos que possam passar para a área operacional, porque já não têm idade para desempenhar essas funções, por limitações de saúde, ou ainda porque estão em áreas sensíveis, do ponto de vista operacional, que têm de ser desempenhadas por polícias.

A ASPP/PSP foi favorável ao fecho de esquadras mediante alguns requisitos, nomeadamente, as que distam poucos metros ou as que estão geograficamente mal situadas. Mas, quando se toma essa decisão, é preciso envolver as entidades locais e os cidadãos. Governo e Direção Nacional da PSP têm de garantir que o fecho de uma esquadra não vai retirar policiamento mas sim reforçá-lo, com mais carros-patrulha e mais policiamento de proximidade. Só assim os cidadãos perceberão que uma esquadra, por si só, não é sinónimo de segurança.
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