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Paulo Rodrigues

O nosso filme

Espera-se que os polícias sejam super-heróis, mas não são.

Paulo Rodrigues 1 de Outubro de 2016 às 00:30
É frequente afirmarmos que há falta de efetivo na PSP. Ouvimos às vezes as entidades responsáveis dizerem que os sindicatos são exagerados na forma como abordam as necessidades no cumprimento da missão. É necessário sentir na pele essas dificuldades, para lhes dar importância.

O tempo de trabalhar só para imagem já passou. Já não dá para esconder a falta de efetivo nas esquadras, onde já começa a ser difícil garantir sempre, pelo menos, um carro-patrulha a circular em determinadas zonas. Onde se começam a sentir as reclamações dos cidadãos pela demora na resposta da polícia, onde já não há mãos a medir para responder a todas as situações, sejam elas mais ou menos arriscadas, mais ou menos complexas. Provavelmente espera-se que os polícias sejam super-heróis, por vezes parecem, mas não são. A realidade não se pode comparar a um filme.

Não é aceitável deixar fragilizar locais de extrema importância para a segurança do País por falta de efetivo. Nomeadamente, entre outros, os aeroportos a nível nacional. Apesar de as situações do conhecimento público que revelam fragilidades na segurança dos aeroportos não terem sido da responsabilidade da PSP, a falta de efetivo nestes locais é uma realidade.
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