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Paulo Rodrigues

Pagar a dobrar

Os polícias têm uma esperança média de vida menor.

Paulo Rodrigues 25 de Julho de 2015 às 00:30
Foi divulgada uma auditoria do Tribunal de Contas aos resultados dos aumentos dos descontos para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado, onde se inclui o SAD/PSP. Quando, em 2014, se anunciou o aumento do desconto para 3,5%, a ASPP/PSP denunciou que tal não se justificava já que o SAD/PSP era já autossustentável.

Na época, levantaram-se dúvidas em relação a esta afirmação. Algumas personalidades foram justificando o aumento como uma necessidade de garantir, diziam, o privilégio de assistência na saúde aos trabalhadores do Estado. Pois bem, o único privilégio que tivemos foi o de pagar a dobrar para que o governo agora possa publicitar as ditas boas contas. A verba excedente serviu para tapar buracos noutras áreas, que nada têm a ver com um direito fundamental para os polícias, que têm uma esperança média de vida em 11 anos menor que a média nacional.

Na prática, os polícias estão a pagar a dobrar: sofrem os cortes salariais e as verbas destinadas à garantia da sua saúde são encaminhadas para outros fins. Urge proceder a uma redução no valor do desconto, a par da melhoria do serviço prestado.
Tribunal de Contas SAD/PSP ASPP/PSP polícias
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