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Pedro Mourão

Humanoides

Não são ficção. No japão já são fabricados em escala.

Pedro Mourão 29 de Julho de 2017 às 00:30
Poder-se-ia começar com o livro ‘Podem os Robôs tornarem-se Advogados?’.

O programa COIN (Contract Intelligence) conclui que um robô faz em segundos o que demorava 360 mil horas ao advogado, antevendo-se que em 2025 cerca de 25% das decisões serão robotizadas.

Começa-se a sentir a subjugação do Homem pela inteligência artificial, colocando-se questões novas - sociais e geracionais -, para as quais, aparentemente, aqui está tudo a Leste! Repete-se a matriz, espera-se que outros façam para depois copiar e nem sempre bem?

A competência de algumas Escolas de Direito lá de fora leva-as já a estudar o ‘Estatuto de Pessoas Eletrónicas’. Os humanoides não são ficção. No Japão, são fabricados em escala.

Os humanoides têm tato e respondem a uma qualquer pergunta, possuindo 62 diferentes expressões faciais e lá longe (!) já tomam conta de idosos.

Tende pois a desaparecer o manual, cognitivo e transacional.

Estamos no domínio das neurociências e deparamo-nos com a necessidade da regulação ética da leitura da mente, para se aferir, por exemplo, a introdução de scanners nos aeroportos para se verem as intenções.

Há a esperança de que esta realidade coloque a justiça nos carris do socialmente importante por estrutural, que os pobres dos humanos por cá não querem ou não têm sabido cuidar.
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